Nove mortos em Ceará-Mirim após morte do sargento – E se foi represália?

O sargento Botelho foi morto pelas costas numa lanchonete em Ceará-Mirim

Não é possível afirmar que os nove mortos em Ceará-Mirim foram uma reação de policiais ao assassinato do sargento Botelho, ocorrida ontem (20) à noite na mesma cidade.

Quer saber? Era bom que fosse. #prontofalei

Se eram todos envolvidos no mundo do crime, Deus me perdoe, aché-poko. Eu sei, Pai Eterno, que estou pecando. Talvez esteja errando também como formador de opinião, jornalista formado e humanista, mas ninguém aguenta mais.

Não sou policial, nem tenho policial na família. Tão pouco tenho procuração para defendê-los. Tenho sim, alguns poucos amigos na polícia, muito poucos, conquistados ao longo de 17 anos de carreira. Mas meu desabafo nem é por conta disso. Mas se antes o criminoso que ousava atirar contra uma viatura era tido como doido e condenado pelos próprios colegas do mal, hoje qualquer pinta-cocô atira na polícia. E se a bandidagem não tem mais medo de nada, nem de matar policial, que é um cara treinado, anda armado e cujos amigos também, imagina a gente, que não tem como se defender.

Se os nove desta noite eram criminosos, e se fosse mesmo uma represália, tenho certeza que o próximo vagabundo ia pensar duas vezes antes de atirar num policial em Ceará-Mirim. A verdade tem que ser dita. Fazer segurança pública não é para todo mundo. Não é trabalho fácil, limpinho, para quem usa terno ou tailleur (terninho chique de dondoca) no conforto do ar condicionado. Segurança pública é uma ciência complexa, carece preparo, estudo, estratégia, e de vez em quando uma assepsia tem que ser feita. Cortar o tumor, espremer, retirar o pus.

O sargento Botelho era tido como um herói. Honesto e atuante. Foi morto por trás, com quatro tiros nas costas e um em cada perna. Então os senhores do alto escalão, governador, deputados, Tribunal de Justiça, Ministério Público, está na hora de deixar de briguinha escrota de vaidade, esquecer a frouxidão, e deixar os policiais fazer o serviço .

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